Os 7 textos mais irritantes da internet
Se tem duas coisas que combinam tanto quanto Claudinho e Buchecha é internet e ódio. E, modéstia a parte, eu sou especialista nas duas. Aproveitando essa feliz coincidência, elenquei os tipos de texto detestáveis (isso ficou parecendo uma letra do humberto gessinger, aliás outra figura passível de muito ódio, totalmente injustificado) que mais irritam os INTERNAUTAS. Vamos a eles:
- O texto do empreendedor de post
O empreendedorismo talvez seja o assunto que reúne o maior número de chatos por páragrafo. Desde sempre administração e auto-ajuda caminham juntos, com fronteiras bem borradas. Mas quando se fala em empreender a coisa desanda de vez.
Aí vem os textos cheios de jargões, frases feitas e o escambau. É a #GeraçãoDeValor que tá sempre pronta pra mandar um #BoraPraAction e tem aquela maravilhosa visão de #EstadoMínimo e “é muito difícil empreender no Brasil”. O que os caras não explicam é que se o cara tá realmente empreendendo, como arranja tempo entre negociação com fornecedores, atendimento ao público, gerenciamento de equipe e milhares de outras tarefas descritas no site do Sebrae pra escrever esses textos. Talvez tenham a esperança que cada like os aproxime mais do Paulo Lemann.
Main Offender: Esse cara.
2. O texto sobre a geração X, Y, Z
A geração X é mimada. A geração Y não quer saber de emprego fixo. A geração W quer mudar o mundo. A coisa mais odiável é a generalização. O cara foi lá, viu o vídeo da Box, conversou com seus três amigos publicitários e achou que podia definir uma geração inteira pelo seu filtro de classe média.
O pior de tudo é que esse tipo de texto é daqueles que gera uma porrada de textos-resposta. É o verdadeiro marketing multinível do chorume.
Main ofender: Esse texto.
3. O macho sensível
Beleza, cara, todo mundo sabe que você é desconstruidão. Como as celebridades que chamam a imprensa pra cobrir suas visitas a instituições de caridade, esses textos fazem questão de mostrar pra todo mundo como seus autores são caras legais. Mas pra eles ser legal é fazer o mínimo esperado de um ser humano, ou seja: ser decente com os outros. Deu, né?
Main Offender: Algumas coisas daqui.
4. O texto político de facebook
Não tem nada mais sem sentido que pregar pra convertido. O texto político no facebook fala somente com aquele que concorda com suas visões. Seja de esquerda, direita, nazista, antifa ou eleitor da Marina. E como todo mundo adora não ser contrariado, esse tipo de punheta intelectual costuma ser campeão de compartilhamentos.
Se cada like valesse um voto, hoje estaríamos vivendo na maior democracia participativa do mundo. Esse tipo de coisa que deu origem a ideia de escrever #ForaTemer no frapuccino. E isso tem que parar.
Main offender: Obviamente.
5. O texto de morte ao futebol moderno
É a versão millenial daquele seu tio bêbado que vive falando “No meu tempo é que se jogava futebol, craque mesmo era o Tesourinha.” Só que o sem vergonha fica o dia todo na internet, nem sequer botou a bunda no cimento da arquibancada e fica exaltando o Juventus da mooca.
Afinal, se tem uma coisa pior que hipster, é hipster de futebol. Acorda aí, o Calazans do twitter, vamos viver tudo que há pra viver. E o Cristiano Ronaldo é craque sim, porra.
Main Offender: Com certeza essses aqui.
6. O texto de gratidão
Tudo começou com pequenos posts do tipo “Obrigado por tudo, que dia abençoado” ou “Valeu a todos que me ajudaram nesse projeto #gratidão” e depois evoluiu para longuíssimos textos de agradecimento. Quer agradecer, liga pra pessoa, reza pro seu deus favorito, manda uma inbox pro seu jogador de vôlei favorito. Mas não faz disso uma ode melosa ao universo. Vamos nos respeitar.
Essa tendência tem cara de ser mais passageira que as outras, muito colada na palavra “Gratidão”, que foi eleita a palavra do ano de 2015. Assim esperamos.
Main Offender: Já leram isso aqui?
7. A lista
Qualquer imbecil escreve uma lista.






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